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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Desvendando um crime de um sonho anterior...


... pois uma vez sonhei com uma variante do bairro em que eu morava antes. Lá tem uma fazendo do lado do bairro assim, mas em meu sonho ela era maior e mais bonita e tal, e o dono era um tiozão chato bagarai, que se achava o cara mais legal do mundo: era meu alto, grisalho, barrigudo, falava alto, uma versão interiorana do Marlon Brando gordo. A fazenda ficava num lugar privilegiado pelo pôr-do-sol, à esquerda, por detrás de uma pequena pequena colina. Havia um carvalho enorme e um Ipê amarelo gigantesco também. A fazendo fica a direita, na parte baixa e plana do vale, com outra colina por detrás dela.
Anyway.. no outro sonho eu tinha essa prima - que não existe - e ela era amiga da filha do fazendeiro que tinha sumido. Resumo: sabíamos que a moça tinha sido morta por um dos dois irmãos e que o véio tava escondendo. Sabíamos também que o corpo da mina estava escondido na fazendo, mas "Sem corpo não há crime" como diz a cultura CSI. Enfim, no primeiro sonho não conseguimos resolver nada.

Hoje sonhei com esse tio de novo e essa prima... E estávamos num 'evento de bairro' falando sobre uma feira que ia rolar e esse djow que organizava e tal. 
Por algum motivo, resolvi jogar um verde e perguntar sobre o festival, por que ele não aguentaria de vaidade, ia querer me contar, dai eu perguntaria sobre as coisas que ele planta e que teriam na feira e mais uma vez, todo vaidoso, ele ia querer me mostrar a linda plantação dele e então, teríamos a chance de andar pela fazendo e talvez achar uma pista da Maria.
Dito e feito! Joguei o verde, o véio comprou e tocamos pra fazenda ver as 'verdura' dele enquanto ele tagarelava todo vaidoso. 

Andando pelas hortas encontramos um nicho, e nesse nicho havia várias caixas térmicas e, eu e a prima, lembrávamos de na época do crime, ter visto uma caixa térmica com sangue. A Prima Sem Nome ficou ansiosa e começou a abrir as caixas, procurando pistas enquanto o véio ficou travado, olhando a verdade aparecer e o fim do segredo que guardava na plantação. Deixei ela procurar, pois percebi que ela precisava resolver aquilo. Ela achou uma caixa maior de isopor e percebeu que o fundo estava emendado. Olhou para mim e retribui o olhar de 'achamos', triste. ela retirou as fitas adesivas que colavam a parte e quando tirou o fundo, lá estava o corpo fatiado da Maria, conservado, como só um sonho proporcionaria. O corpo morto e fatiado dela - cortado ao meio, em duas fatias, da cabeça aos pés - olhou para nós e disse: Eles me mataram, meus irmãos. E ele escondeu... Dizendo sobre o pai. 

Minha prima ficou nervosa com a descoberta e saiu correndo, chorando. O Velho abaixou a cabeça, entregue, sem dizer uma palavra, perplexo com a atrocidade da própria ação. Os filhos, esses me olhavam como lobos e senti que precisava sair dali ou eu seria a próxima a virar presunto no fundo de uma caixa de isopor. Fiquei um tempo encarando eles, parada, como a presa que traça a rota de fuga e, de repente, irrompi na corrida para fora da fazendo, com o mais novo ao meu encalço. Corri, corri, pulando horta, pulando barril, quebrando cerca, jogando coisa pra atrás que pudessem atrasá-lo e ele perto o suficiente pra eu ouvir sua respiração cansada. Corri, corri... e consegui sair da fazenda. Parei achando que ele desistiria e qual meu susto quando olhei para trás ele estava quase chegando, não tinha parado. Ali ele ainda poderia me pegar e levar para fazendo que ninguém veria. Estourei na corrida de novo. E não aquela corrida lenta de sonho. Sentia cada músculo do meu corpo e pensei: Afinal, a academia serviu para algo mesmo.
Corri, passando rua por rua, até chegar a um bar de esquina, pois sabia que se chegasse ali, eles estariam acabados. E consegui! Cheguei no bar, parei de correr, olhei para ele parado na rua, olhando para mim com o mesmo olhar ameaçador de lobo, que agora se tornava obsoleto. Olhei para todos em volta e de volta para ele com um olhar que dizia: E agora José?

Acordei, mas não sem antes respirar fundo, recuperando o folego e ver na cara dele a expressão de 'fudeu'....

2 comentários:

  1. Bizarro um corpo fatiado em duas partes falando. Uma cena mórbida assim renderia altos sustos. Hahahahahaha...
    Loucura.
    "Acordei, mas não sem antes respirar fundo, recuperando o folego e ver na cara dele a expressão de 'fudeu'...". Dúvida: Vc tava sonhando que tava sonhando?

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    1. uhahhuahuahuahu um pouco antes de eu acordar eu respirei fundo e olhie para cara dele... Essa expressao de 'fudeu' foi a ultima coisa que vi antes de acordar

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